Centro de Trabalhadores da Amazônia, 26 anos forjado na luta

Vânya Regina Rodrigues da Silva

Na Década de 70 o Acre estava vivendo o inicio de uma luta entre seringueiros e fazendeiros vindos do sul do país atraídos por uma política nacional, regional e local de ocupação da Amazônia impulsionado pela desvalorização da borracha, falência dos seringais e venda das terras a baixo preço. Daí o caminho foi aberto para uma nova “colonização” que primava à substituição da floresta por campos e pastos.

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Turismo Comunitário no Acre: Alternativa de Conservação da Floresta e Geração de Renda.

Na atualidade muito vem sendo estudado e produzido no contexto global referente aos aspectos de conservação de recursos florestais e a sobrevivência dos seres humanos em especial os que estão vivendo dentro de áreas protegidas, que buscam viver em harmonia com a floresta, os quais equilibram sua existência, (floresta e homem numa parceria de vida) extração dos recursos através do manejo florestal comunitário da fauna e da flora.Essas populações, que vivem em Reservas Extrativistas e Assentamentos Agroextrativistas na Amazônia, em particular no Acre, desenvolvem projetos comunitários e atividades de manejo florestal comunitário que são constantemente visitados por estudiosos e pesquisadores de diversas áreas que buscam conhecer essas experiências de manejo florestal comunitário, assim como a cultura do povo local (forma de viver do seringueiro), em meio a tão rica biodiversidade amazônica.

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Mulher extrativista: quebrando paradigmas, construindo o futuro

Maria da Graça

Nas comunidades extrativistas do Acre e em boa parte do meio rural de todo o Brasil observa-se uma submissão histórica e cultural da mulher, diante da sociedade.

Muitas famílias que moram na floresta têm a figura da mulher muito alheia aos processos de desenvolvimento da comunidade. A figura masculina ainda se sobressai e domina as decisões na família e conseqüentemente na comunidade, visto que a cultura local ainda ver na mulher o ser indefeso e incapaz de galgar espaços sociais. Isso implica no pouco envolvimento das mulheres residentes nessas comunidades em atividades produtivas coletivas ou participando dos espaços de discussão e tomada de decisão na comunidade, visto que para essa prática é necessário momentos “extra-casa”, o que ainda é um desafio moral pra muitas famílias.

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Projeto Seringueiro: relato de uma experiência

Ademir Pereira Rodrigues

No ano de 1981, quando eu trabalhava de carpinteiro, construindo uma casa para o Pedro Teles, na comunidade Pimenteira, tive o privilégio de participar da primeira reunião, na comunidade onde foi tratado, pela primeira vez do assunto de escola para seringueiros. A reunião foi coordenada pelo Chico Mendes (idealizador da proposta) e a antropóloga Mary Allegretti, coordenadora do CEDOP (Centro de Documentação e Pesquisa da Amazônia) que na época foi a entidade que financiou as primeiras ações do PROJETO SERINGUEIRO.  Ao final da reunião, por ser da comunidade e saber ler um pouquinho o próprio Pedro Teles foi o escolhido para ser  monitor/professor que posteriormente  participaria do primeiro curso de formação para atuar na escola proposta naquela comunidade. O assunto gerou uma polêmica e foi muito comentado, tanto na comunidade local, Pimenteira, como nas outras comunidades que também estavas recebendo a mesma proposta. Alguns acreditavam e a maioria dizia que aquilo era coisa de quem queria se eleger nas próximas eleições.  A história só começou a ganhar uma versão diferente nas comunidades quando chegou o convite para os escolhidos viajarem para Rio Branco, onde seria realizado o tão falado e duvidoso curso de formação, com duração de um mês.

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Com Ministério Público atuante, Acre não queimará em 2010

Ecio Rodrigues

Alvissareira a iniciativa dos Ministérios Públicos Federal e Estadual que moveu ação civil pública para que o Acre adote medidas voltadas à erradicar a nefasta prática das queimadas em 2011.

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DIVERSIDADE CULTURAL E CIDADANIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Evandro Araújo de Aquino

Gilberto Francisco Dalmolin

 RESUMO: Com as transformações estabelecidas nas últimas duas décadas no Estado do Acre, percebe-se com bastante otimismo os avanços ocorridos nas esferas socioeconômica, político e cultural. São inúmeras as conquistas no campo educacional, caracterizadas principalmente pela abrangência dos programas educacionais de governo para as áreas rurais do Estado. Neste contexto, o presente trabalho tem como foco as perspectivas emancipatórias na Educação de Jovens e Adultos, EJA, da ação educativa para adultos, na floresta, através da experiência de 26 anos do Projeto Seringueiro, demonstrando assim sua contribuição no desenvolvimento de pessoas humanas, na formação de cidadãos conscientes e capazes de agirem como atores sociais numa sociedade plural. Neste trabalho dialogamos com aspectos próprios de educação popular construídos nas ações educativas voltadas para os seringueiros, povos da floresta, destacando desta experiência, as práticas preocupadas com a leitura crítica do mundo, que se propunham contribuir com a compreensão geral do ser humano em torno de si como ser social. Discutimos desta prática, a educação para além da instrumentalização na leitura e na escrita, da estreiteza burocrática de procedimentos escolarizantes, a educação emancipatória que se propunha mobilizar os educandos em direção ao alcance dos objetivos concebidos pela coletividade. O trabalho é fruto de pesquisa elaborada a partir de levantamento bibliográfico e análise das publicações e documentos que retratam os princípios, conteúdos e metodologia construída com o Projeto Seringueiro, bem como, em depoimentos de pessoas que construíram e desenvolveram esta experiência educativa junto aos seringueiros. A partir da análise da contribuição desta experiência educativa em curso, teremos novos elementos sobre a relevância da educação escolar na almejada emancipação social com a conquista dos direitos de cidadania pelas pessoas e grupos socioculturais sem que, para isso tenham que se despir de saberes e valores culturais próprios.

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DISCIPLINARIZAÇÃO DOS CORPOS INFANTIS: uma marca da escolarização

Evandro Araújo de Aquino ¹

 RESUMO: Este trabalho tem como objetivo apresentar algumas análises e reflexões acerca da temática de disciplinarização dos corpos infantis. O trabalho está organizado a partir de observações presenciais do cotidiano escolar durante a realização da disciplina de Estágio Supervisionado VI (segundo semestre de 2009). Os episódios observados e aqui destacados serão submetidos ao suporte teórico de autores que tratam dessa temática durante o percurso histórico educacional. Para se alcançar os resultados esperados, parte-se da perspectiva de que a vivência do cotidiano escolar possibilitou a reflexão sobre os aspectos inerentes à teoria e prática, eixos centrais da formação pedagógica. Como principal resultado, constata-se que a disciplinarização dos corpos é uma construção histórico-social, desenvolvida no seio da instituição escolar e intensificada com o advento da modernização da Pedagogia como ciência e arte de ensinar. Portanto, conclui-se que tempo e espaço constituem-se mecanismos disciplinares centrais da ação escolar.

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