PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE LIDERANÇAS SOCIOAMBIENTAIS

A estruturação do Programa de Formação do CTA foi motivada pela necessidade de ampliar sua atuação para além da assistência técnica e da questão econômica e atuar efetivamente na construção da autonomia das comunidades e indivíduos de que dela fazem parte.

Assim estruturou-se um Programa de Formação voltado para homens e mulheres da floresta, que atuam como liderança, buscando a melhoria das Habilidades Sociais (HS), Habilidades Conceituais (HC) e Habilidades Técnicas (HT) de cada participante.

Este Programa de Formação possui como focos:

  • Social: com o desenvolvimento individual no sentido das habilidades sociais que criam a capacidade para atuar em grupos;
  • Conceitual: com maior ênfase na ampliação dos referenciais, o “conhecer”, com contribuições conceituais;
  • Técnico: com um cardápio de oportunidades/especializações, o “saber fazer”.

O programa foi construído com base:

  • Na incorporação da visão e de demandas das comunidades e do contexto, reapresentados por suas lideranças;
  • Nas diferentes experiências de formação, referências metodológicas, e perfil de participantes;
  • Na construção participativa das bases metodológicas de seu conteúdo;
  • No Diálogo interinstitucional sobre formação, envolvendo diferentes organizações (Organizações não governamentais e governamentais, universidade e movimentos sociais de base);
  • Na experiência do CTA com intervenção junto as comunidades da floresta.

OBJETIVOS

Geral:

Contribuir na formação das lideranças no aspecto cultural, político, social e técnico-ambiental para melhorar a qualidade de vida destas populações que vivem na floresta. Potencializando o seu desenvolvimento, tornando-as agentes do próprio processo do desenvolvimento comunitário. Aprendendo a reivindicar seus direitos, buscar parcerias e lutar junto para alcançar seus objetivos. Como resultado, propiciar que a comunidade esteja apta a identificar suas próprias necessidades, aspirações, desejos individuais e coletivos de maneira participativa, executar o planejamento e gestão dos processos comunitários.

Específicos:

No aspecto sociocultural:

  • Gerar autonomia (individuo, família e organização) a partir de uma consciência mais ampla e de observação dos conceitos de independência e interdependência;
  • Estimular a dinamização dos indivíduos para que estes ajudem a colocar em movimento as organizações locais;
  • Ampliar o numero de comunitários envolvidos ativamente na vida cultural, sócio – política e econômica das comunidades;
  • Resgatar da auto-estima das famílias;
  • Fortalecer iniciativas coletivas como forma de fortalecer os laços de solidariedade (mutirões);
  • Desenvolver a visão crítica do futuro da sua comunidade: “que desenvolvimento queremos? Quais nossos sonhos?”.

No aspecto técnico:

  • Conhecer e se articular para os aspectos da produção, da comercialização e organização comunitária;
  • Conhecer os diferentes usos da terra para tomar decisões técnicas mais conscientes;
  • Conhecer, compreender novos referenciais e refletir a partir da sua realidade.

Este programa destina-se às populações oriundas de comunidades localizadas em reservas extrativistas e projetos de assentamento, com suas características sociais, econômicas e culturais próprias, localizadas dentro dos limites de atuação institucional do Cta.

Um dos fundamentos que orientaram este Programa de Formação é o Modelo de Intervenção para o Desenvolvimento.

A imagem que norteou o processo de construção do Programa de Formação foi a do processo de desenvolvimento de uma organização, comunidade, grupo ou iniciativa. Este modelo tem por objetivo desenvolver toda a iniciativa e não apenas partes da mesma e está intimamente ligado ao desenvolvimento de pessoas.

A seguir uma representação esquemática do modelo:

Áreas de formação

  • Formação para o Manejo Florestal de Uso Múltiplo;
  • Formação em Gestão de Organizações de Base;
  • Formação de Agentes Comunitários da Floresta